O Sindicato dos Bancários do Piauí e empregados do Santander da Avenida João XXIII, zona Leste de Teresina, protestaram nesta quarta-feira (20/12), fechando a agência de 8h as 11h em protesto contra medidas que foram tomadas pelo banco sem qualquer tipo de negociação ou consulta.

A manifestação na capital piauiense contou com uma dupla de emboladores que retratou em paródias o desrespeito que o Santander vem fazendo com os trabalhadores brasileiros. A mobilização aconteceu, simultaneamente, em todos os Estados, como forma de chamar a atenção da sociedade para a postura unilateral do tratamento dado pelo Santander.

De acordo com o diretor Cesário Filho, “o objetivo da manifestação foi para protestar contra o descumprimento do nosso Acordo Coletivo por parte do Santander e que também é o primeiro banco a fazer valer a reforma trabalhista, desrespeitando todos os funcionários e demitindo outros, bem como mudando horário de atendimento e horas extras que deveria pagar”, relata indignado.

O sindicalista acredita que, com esta paralisação a nível nacional, será possível pressionar a direção do Santander no sentido de barrar essa situação.

A insatisfação dos funcionários se deu porque o banco, sem negociar com a categoria, implantou um sistema que visa forçar os trabalhadores a assinarem um “Acordo Individual de Banco de Horas Semestral”. Se já não bastasse, o Santander alterou, de forma unilateral, o dia de pagamento dos salários, do dia 20 para o dia 30, além dos meses de pagamento do 13º salário, que antes aconteciam em março e novembro, e agora será em maio e dezembro.

O cerimonialista Manoel Veras, cliente do banco há muitos anos, também manifestou sua indignação com o Santander. Ele reclama que muitas vezes ficou impedido de realizar várias operações por falta de atendimento presencial, “sem contar que os caixas eletrônicos estavam inoperantes e que, apesar de fazer inúmeras reclamações junto a ouvidoria do banco, não houve melhorias”, diz, acrescentando que toda vez que se sentir insatisfeito com o banco, não pensa duas vezes em cobrar do Santander as devidas providências. “O banco não quer contratar novos empregados para melhorar o atendimento ao público”, lamenta.

Outra medida adotada pelo Santander e que revoltou os bancários é de que a partir de agora vai aplicar o parcelamento das férias. Aliado a isso, os trabalhadores já vêm sofrendo com os aumentos abusivos do plano de saúde, bem como o grande número de demissões, muitas vezes em pleno tratamento de saúde.



Fonte Gilson Rocha tags:»






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